Evento já reuniu mais de 3.500 mulheres e conecta executivas, CEOs, investidores, empresas, autoridades e algumas das principais lideranças responsáveis pelo futuro da energia no Brasil
Poucos setores da economia mundial atravessam uma transformação tão profunda quanto o energético. Transição energética, inteligência artificial, infraestrutura, descarbonização, novas fontes de geração, mercado livre, segurança energética e bilhões de reais em novos investimentos colocaram a energia no centro das grandes decisões econômicas das próximas décadas.
E, no Brasil, um movimento que nasceu para ampliar o protagonismo feminino dentro desse universo ganhou dimensão nacional e passou a ocupar espaço entre os grandes encontros do setor.
O Congresso Brasileiro Mulheres da Energia chega a uma nova fase de sua trajetória consolidado como uma das maiores plataformas de liderança feminina dedicada ao setor energético na América Latina e com a ambição de assumir definitivamente o posto de maior congresso de mulheres da energia do continente.
Ao longo de suas edições, o projeto já reuniu mais de 3.500 mulheres, construindo uma comunidade formada por executivas, empresárias, especialistas, engenheiras, investidoras, representantes do poder público e profissionais que atuam diretamente nas transformações do mercado energético brasileiro.
Mais do que números, porém, é a qualidade desse público que ajuda a dimensionar o Congresso.
A estrutura projetada para a nova fase do evento trabalha com cerca de 1.000 participantes, mais de 50 mulheres no palco e um público no qual aproximadamente 42% ocupam posições C-Level, formando um ambiente de alta concentração de lideranças e tomadores de decisão.
O Mulheres da Energia nasceu com uma proposta clara: criar um espaço em que as mulheres deixassem de ocupar posições periféricas nas discussões sobre energia e passassem a estar no centro do debate.
O resultado foi a construção de um congresso que combina conteúdo técnico, liderança, negócios, relacionamento institucional e geração de oportunidades.
Ao longo de sua história, seus palcos receberam profissionais ligadas a algumas das empresas e instituições mais relevantes do mercado, passando por nomes associados a organizações como Neoenergia, Microsoft, ENGIE, BNDES, Naturgy, Itaipu Binacional, Cemig, Órigo Energia, além de companhias de geração, transmissão, distribuição, comercialização, tecnologia, infraestrutura e serviços especializados.
São mulheres que administram empresas, lideram equipes, estruturam investimentos, comandam operações, participam de decisões regulatórias e ajudam diariamente a definir os rumos de um dos setores mais estratégicos da economia brasileira.
Essa capacidade de concentração de lideranças transformou o Congresso em algo maior do que uma sequência de palestras.
Transformou-o em um ponto de encontro do ecossistema.
A evolução do Congresso também acompanha a própria transformação do mercado.
Se inicialmente o protagonismo feminino estava naturalmente no centro da proposta, o projeto passou a incorporar uma discussão econômica muito mais ampla.
Hoje, falar sobre mulheres na energia significa falar também sobre investimento, infraestrutura, financiamento, tecnologia, cidades, mercado livre, transição energética, sustentabilidade, regulação, inovação e desenvolvimento econômico.
É por isso que o Congresso busca reunir não apenas executivas do setor elétrico, mas representantes de bancos estruturadores, fundos de investimento, investidores institucionais, utilities, empresas de tecnologia, reguladores, formuladores de políticas públicas e especialistas em infraestrutura.
O objetivo é criar conexões capazes de ultrapassar os limites do próprio evento.
Uma conversa iniciada em um painel pode se transformar em uma parceria. Um encontro durante o congresso pode aproximar uma empresa de um investidor. Uma apresentação pode colocar uma tecnologia diante de quem tem capacidade para implementá-la.
É exatamente essa densidade de relacionamento que diferencia os grandes encontros empresariais.
Uma história construída por milhares de mulheres
O crescimento do Mulheres da Energia pode ser percebido desde suas primeiras edições.
Na primeira edição, realizada a partir de uma mobilização construída em aproximadamente 40 dias, mais de 720 mulheres do setor estiveram reunidas em um mesmo ambiente.
O projeto cresceu.
Vieram novas edições, novos nomes, novas empresas e uma pauta cada vez mais abrangente.
Em 2024, por exemplo, a programação colocou no centro das discussões temas como transição energética, sustentabilidade, inovação, comercialização de energia e o papel brasileiro na construção de uma nova matriz energética.
O que começou como um espaço de representatividade passou a funcionar também como uma grande plataforma de conhecimento, relacionamento corporativo e posicionamento institucional.
O acumulado superior a 3.500 participantes ao longo da trajetória mostra que existe hoje uma comunidade criada em torno do Congresso e, sobretudo, uma demanda concreta por ambientes nos quais mulheres possam discutir os grandes assuntos econômicos do setor em posição de protagonismo.
A presença feminina em posições estratégicas segue avançando, mas a discussão proposta pelo Congresso ultrapassa a ideia de simplesmente ampliar espaços.
A próxima fronteira está em aumentar o poder de decisão.
Significa ter mulheres presidindo empresas, ocupando conselhos, administrando ativos, comandando diretorias, desenvolvendo tecnologia, participando da formulação de políticas públicas, estruturando financiamentos e decidindo onde serão investidos os recursos que ajudarão a construir a infraestrutura energética das próximas décadas.
É nesse ponto que o Mulheres da Energia encontra sua principal vocação.
Não se trata simplesmente de reunir mulheres que trabalham com energia.
Trata-se de reunir mulheres que decidem o futuro da energia.
Brasil ocupa posição estratégica no novo ciclo energético
A dimensão alcançada pelo Congresso acontece justamente em um momento histórico para o setor.
O Brasil reúne algumas das condições mais favoráveis do mundo para assumir protagonismo na transição energética: elevada participação de fontes renováveis, crescimento da geração solar e eólica, potencial para biocombustíveis, biometano e hidrogênio de baixa emissão, além de um enorme mercado consumidor e de infraestrutura ainda em expansão.
Ao mesmo tempo, digitalização, inteligência artificial, expansão de data centers e eletrificação de diferentes atividades econômicas deverão ampliar consideravelmente a demanda por energia.
O setor passa, portanto, por uma fase em que decisões tomadas agora poderão determinar posições de liderança empresarial durante muitos anos.
É justamente nesse ambiente que o Congresso Brasileiro Mulheres da Energia pretende estar.
No centro das discussões.
À frente do projeto está a empresária Lúcia Abadia, presidente do Grupo Abadia e CEO da Yes Produções, idealizadora do Congresso e responsável pela construção da plataforma desde sua primeira edição.
Sua trajetória no setor empresarial e sua aproximação com o mercado de energias renováveis ajudaram a dar origem a um projeto que cresceu juntamente com a própria participação feminina no setor energético brasileiro.
Ao reunir milhares de participantes e dezenas de grandes lideranças ao longo dos últimos anos, o Mulheres da Energia deixa de ser somente um congresso periódico e passa a trabalhar com um conceito muito maior: o de ecossistema permanente de conexões.
Uma rede capaz de aproximar conhecimento, empresas, capital, poder público e liderança feminina.
O setor energético será determinante para praticamente todas as grandes transformações econômicas das próximas décadas.
Não haverá inteligência artificial sem energia.
Não haverá digitalização em escala sem energia.
Não haverá expansão industrial sem energia.
Não haverá infraestrutura moderna, mobilidade elétrica, cidades inteligentes ou transição para uma economia de baixo carbono sem investimentos gigantescos no setor.
E as mulheres estarão cada vez mais presentes nas mesas onde essas decisões serão tomadas.
Depois de reunir mais de 3.500 participantes e construir uma história marcada pela presença de algumas das principais executivas do setor, o Congresso Brasileiro Mulheres da Energia entra em uma nova fase de expansão.
Um encontro brasileiro que cresce em relevância, amplia sua capacidade de articulação e se projeta para ocupar definitivamente uma posição de liderança entre os grandes eventos femininos do setor energético latino-americano.
Porque o futuro da energia não será construído apenas por novas tecnologias.
Será construído por pessoas capazes de tomar grandes decisões.
E muitas delas estarão reunidas no mesmo lugar.


